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Para onde devemos ir? Onde devemos apostar? O que queremos ser?

18 de setembro de 1285, o Rei D. Dinis vem por essa Nacional 2 fora a desfrutar das suas férias com a família, parando por aqui e ali para uma selfie, até que, no alto da serra da Melriça, conseguem a fotografia perfeita.

Deslumbrados com a vista, com as Fernandaires, com o Penedo Furado e com os Poios, o Rei escutando o pedido da Rainha Santa Isabel, decide que no próximo dia atribuirá o foral aquela povoação criando assim o concelho de Vila de Rei. 734 anos volvidos e, graças a todos os monarcas e republicanos, do clero, nobreza e povo e a Deus, Vila de Rei evoluiu.

Os indicadores são os melhores e demonstram que temos uma boa qualidade de vida, prova disso são os diversos apoios na ação social e educação, bem como a nível fiscal, para particulares e empresas. Tudo isto conjugado com a atribuição de vários prémios e destaque em lugares cimeiros, aplaudindo e motivando os demais a continuar o seu trabalho.

Mas nem tudo é bom, também pertencemos aos índices que nos transmitem a realidade dos dias, pertencemos aos territórios mais envelhecidos. Sou Vilarregense, por aqui nasci e cresci, saí para estudar e voltei, por aqui trabalho e vivo e, se houver hipótese e se o assim entender, por aqui ficarei e constituirei família. Motivos mais do que suficientes para ambicionar ainda mais. Não quero que me facilitem a vida, que me seja dado de tudo de mão beijada e nada do que “peço” é para mim, para meu benefício, mas sim para os meus hipotéticos filhos, netos, cão e gato.

A comunicação social fala-nos de investimento privado para breve, de abertura de mais uma e outra empresa pela zona. É isto que peço, mais investimento, mais crescimento, mais emprego, mais mentalidade critica, mais evolução, mais habitação, mais crescimento. Peço mais famílias que se mudem, que arrisquem e que venham beneficiar de tudo aquilo que temos para oferecer, que venham trabalhar e integrar toda uma equipa que luta pela evolução de um concelho, mas também de uma zona do nosso país, o Interior.

Não quero que Vila de Rei, seja uma Sillicon Valley, mas temos mais do que condições para abraçar pequenos projetos, com visões de futuro, com muita margem de progressão. Oferecendo a tão aclamada e procurada qualidade de vida. Porque não apostando ainda mais no Turismo? Aliado ao Desporto aventura onde temos tanto para dar. Porque não apostar nas tecnologias de informação? Sim, aqui também se usam computadores, e aplicações e dispositivos móveis? Senhores empreendedores, se eu traçar um raio de 100 km em volta da minha sede de concelho, consigo estabelecer protocolos de cooperação com instituições de ensino superior nos mais diversos ramos.

Os tempos em que olhávamos para o interior como a província já era. Hoje em dia quem não o considera como fator de desenvolvimento e crescimento, arrisco-me a dizê-lo, é que talvez já esteja ultrapassado.

Para onde devemos ir? Para onde quisermos. Onde devemos apostar? Naquilo que nos move. O que queremos ser? Cada vez melhores!

Parabéns Vila de Rei. Parabéns terra de encanto. Parabéns Centro do Mundo.

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