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JSD reativa concelhia de Idanha-a-Nova e desafia candidata do PS

 

Jovens laranjas alcançaram dez em onze concelhias no distrito

 

A JSD da Beira Baixa alcançou mais um marco histórico na representação das novas gerações, alargando as suas bandeiras pelo território que compõe a região. Com efeitodecorreram, este sábado, na respetiva sede local do partido, as eleições que marcaram a reativação da Comissão Política Concelhia da JSD de Idanha-a-Nova. Este ato eleitoral reafirmou, novamente, a estrutura laranja como a maior organização política de juventude do distrito, com um total de dez concelhias ativas, a que se juntam dois núcleos de estudantes nas instituições de ensino superior e três núcleos de freguesia.

Sete anos depois, a JSD está assim de volta a terras raianas e aposta forte num virar de página no que toca a políticas ativas de juventude neste que é o quarto município português com maior extensão territorial, com uma ligação privilegiada a Espanha e que também está a braços com os já conhecidos impactos da Interioridade, nomeadamente o despovoamento.

A equipa que se propõe lutar pelos jovens idanhenses é liderada por Henrique Martins, estudante na Escola Básica e Secundária José Silvestre Ribeiro, que conta com Sara Lopes, Marta Dionísio, Mariana Lopes, Manuel Serra e Mariana Moreira para o acompanharem. Esta será também uma das concelhias mais jovens a tomar posse, com uma média de idades de 17 anos, uma maioria do sexo feminino e uma visão de futuro que quer implementar para resgatar o futuro de Idanha-a-Nova.

Uma das suas primeiras preocupações é saber qual será a postura da candidata do PS Distrital às eleições europeias e autarca deste município – nomeadamente, se irá fazer campanha enquanto dirigente da Câmara Municipal e usufruindo do dinheiro dos contribuintes para se autopromover, ou se, à semelhança do exemplo de Álvaro Amaro pelo PSD, suspenderá em Abril o mandato e deixará cair qualquer dúvida sobre conflitos de interesse.

Para o Presidente da JSD Distrital Castelo Branco, é um orgulho que tenha sido sob a sua liderança que se reativaram, pelo menos, quatro concelhias, dois NESD e três núcleos residenciais da JSD. Quanto a Idanha-a-Nova, considera que este “é um concelho idiossincrático e um diamante por lapidar”, que faz parte da “bolsa mais pobre da Europa” e um dos concelhos mais envelhecidos da União. O também candidato a Eurodeputado pelo PSD considera que esta é uma realidade que “não se justifica, na medida em que, no resto da Europa, as regiões transfronteiriças são as mais ricas”. Hugo Lopes acredita que, mais do que anúncios de obras nunca concretizadas, a zona raiana e a Europa para Gerações que almejamos carece urgentemente de práticas concretas, como a efetiva conclusão do IC31 ou a melhoria da rede ferroviária que Pedro Marques abandonou, que a potenciem como uma porta de entrada para portugueses e espanhóis e uma plataforma de cooperação transnacional, incrementando o comércio, as ligações, as exportações e a cidadania europeia”.

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