Desde há muito se fala sobre o ensino superior e acerca de todos os desafios com que este se tem vindo a deparar ao longo dos últimos anos, mas até à data pouco se tem alterado.
Portugal necessita de investir e apostar na inovação, na ciência, na educação e na formação, com vista a desenvolver as capacidades técnicas necessárias para a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Torna-se assim urgente e necessário criar e enraizar conhecimento.
Para que seja percetível o porquê desta necessidade basta tentar responder a duas simples e breves questões nomeadamente: “Onde estamos agora?” e “Onde pretendemos chegar e alcançar no futuro?”, como é óbvio deparamo-nos com um processo de gestão, onde muito para além da tomada racional de decisões necessitamos de recursos e oportunidades para atingir o objetivo.
É de referir e de valorizar que em 2014, no âmbito de uma estratégia política de crescente qualificação promovida pelo governo PSD/CDS de reforço e valorização do ensino profissionalizante e de diversificação da oferta de Ensino Superior e aumento da base social de acesso, foram criados os Cursos Técnicos Superiores Profissionais, colmatando assim a ausência de oferta formativa superior de nível 5 do Quadro Europeu de Qualificações para a Aprendizagem ao Longo da Vida. Neste momento os Cursos Técnicos Superiores Profissionais respondem à ambição e representam uma oportunidade para muitos estudantes e para as empresas, visto verem as suas necessidades colmatadas.
Mas as oportunidades começam a ficar cada vez mais escassas, o que leva à maioria dos jovens que concluí o ensino secundário a abandonar os estudos e o seu progresso para o ensino superior.
Para tentar combater este abandono o Partido Social Democrata apresentou no Parlamento, e bem, três projetos que visam a combater o abandono escolar no Ensino Superior. Das medidas propostas destacam-se a ampliação das bolsas de mérito aos alunos dos cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) e a promoção da inclusão dos alunos com necessidades especiais educativas, medidas que para mim são mais que justas e merecidas pois não existem dois alunos iguais, é certo, mas a oportunidade e a qualidade de ensino tem de estar à mesma distância de todos, de igual forma.
